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quinta-feira, 20 de março de 2014

Papa Francisco envia mensagem para a Campanha da Fraternidade 2014


Por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2014, que aborda o tema "Fraternidade e Tráfico Humano" e o lema "É para a liberdade que Cristo nos libertou",  o papa Francisco enviou mensagem aos bispos da CNBB e  a todos os fiéis das dioceses, paróquias e comunidades do Brasil. No texto, o papa afirma que o tráfico de pessoas é uma “uma chaga social”.
“Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano!”, destacou Francisco. 
Ao final da mensagem, Francisco concedeu bênção apostólica a todos os brasileiros desejando uma Quaresma de vida nova em Cristo.

Confira a íntegra da mensagem:

Queridos brasileiros,
Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recordo a vitória da Páscoa: <<É para a liberdade que Cristo nos libertou>> (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: <<Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!>>. Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõe este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.
Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! <<A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência>> (Discurso aos novos Embaixadores, 12/XII/2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?
Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais... E isso – pasmem! A troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós:<< “Abbá, Pai!”>> (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75).
Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.
Francisco

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal de nosso arcebispo


A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura. Papa Francisco, na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, n. 88

Queridos irmãos e irmãs,
Sem dúvida, a novidade desse Natal de 2013, para nós e para toda a Igreja Católica, é a voz profética do papa Francisco. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, ele atualiza para nós as palavras do anjo aos pastores de Belém: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (cf. Lc 2,10). O papa retoma o anúncio do Natal, não como repetição do nascimento de Jesus e, sim, como atualização da sua vinda entre nós, a trazer-nos o seu reino de alegria, justiça e paz, em meio às contradições do mundo. Para nós, a memória do nascimento de Jesus, em Belém, deve nos levar a um novo nascimento pascal, em nosso caminho de conversão cotidiana. Infelizmente, muitos cristãos transformaram essa dimensão de Advento do Reino apenas em uma celebração sentimental do Natal, como se se tratasse de uma repetição do nascimento de Jesus. Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose (Itália), chama isso de “ingênua regressão devota que empobrece a esperança cristã”.
Ao contrário, o papa Francisco nos convida a vivermos hoje a espiritualidade do Natal, assumindo a humanidade como Jesus. Convida-nos a nos abrir, cada vez mais, a todas as pessoas que encontramos e a elas manifestar, pelo nosso modo de ser, “a bondade e a simpatia do nosso Deus” (Tito 3, 3-7). Para isso, temos de dar o testemunho de uma Igreja mais simples, pobre e verdadeiramente “em saída”. Desde que nasceu, Jesus viveu o que o Novo Testamento chama de kénosis (esvaziamento de si mesmo). Fez-se pobre e pequeno, até a morte e morte de Cruz (cf. Fl 2,5ss).
A nossa arquidiocese é chamada a retomar sua história de Igreja em missão, especialmente a partir dos pequeninos e a inserir-se nos problemas sociais e humanos de nossa realidade. Nesse Natal, como pastor da Igreja de Olinda e Recife, renovo o meu compromisso de servir a todos vocês, como “irmão e companheiro nas aflições e no testemunho do reino” (Ap 1,9).
Comprometo-me a sempre mais manifestar o jeito de irmão e servidor junto com vocês todos/as, mais do que o de chefe e líder da porção do povo de Deus a nós confiado. Contem comigo, para animá-los nos momentos de desânimo, confortá-los nas dificuldades e encorajá-los no caminho do reino. Que, nesse Natal, as pessoas possam ver que, realmente, o Verbo se fez carne pelo fato de que nós, padres, diáconos, religiosos/as e todos os cristãos, nos tornamos pessoas tão verdadeiramente impregnadas de humanidade que só mesmo sendo cheios/as da presença divina. Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos vocês.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mensagem do Papa aos catequistas

Francisco aos catequistas: sejam criativos, não tenham medo de romper os esquemas para anunciar o Evangelho

1_0_732465Cidade do Vaticano (RV) - O Papa encontrou na tarde desta sexta-feira, na Sala Paulo VI, os participantes do Congresso Internacional sobre a Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que "a catequese é um pilar para a educação da fé".
"É preciso bons catequistas!", exclamou, agradecendo aos presentes por esse serviço "à Igreja e na Igreja". "Mesmo se por vezes pode ser difícil, há muito trabalha, se esforça e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Talvez seja a melhor herança que podemos dar: a fé! Educar na fé" para que cresça.
Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educacionais mais bonitas, se constrói a Igreja! 'Ser' catequistas! Não trabalhar como catequistas, eh! – observou.
Isso não serve! Eu trabalho como catequista porque gosto de ensinar... Mas se você não é catequista, não serve! Não será fecundo! Não será fecunda! "Catequista é uma vocação: 'ser catequista', essa é a vocação; não trabalhar como catequista. Vejam bem, não disse 'trabalhar como catequista, mas sê-lo', porque envolve a vida. E assim se conduz ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho".
Francisco convidou a recordar aquilo que Bento XVI disse: "A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração". "E aquilo que atrai – precisou o Papa – é o testemunho. Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isso não é fácil! Não é fácil. Nós ajudamos, conduzimos ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho."
Em seguida, recordou aquilo que São Francisco de Assis dizia a seus confrades: "Preguem sempre o Evangelho e se fosse necessário também com as palavras". Mas antes vem o testemunho: "que as pessoas vejam o Evangelho em nossa vida. E 'ser' catequistas requer amor, amor sempre mais forte a Cristo, amor a seu povo santo. E esse amor não se compra nas casas comerciais; não se compra nem mesmo aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um presente de Cristo!
É um presente de Cristo! E se vem de Cristo parte d'Ele e nós devemos partir novamente de Cristo, desse amor que Ele nos dá. O que significa esse partir novamente de Cristo, para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista? O que significa?
O Papa respondeu com três coisas. Em primeiro lugar, partir novamente de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Mas ter familiaridade com Jesus: Jesus o recomenda com insistência aos discípulos na Última Ceia, quando se aproxima a viver a doação mais alta de amor, o sacrifício da Cruz.
Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam em meu amor, permaneçam junto a mim, como os ramos na videira. "Se estivermos unidos a Ele – observou Francisco – podemos dar fruto, e essa é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus!" É um permanecer apegado a Ele, "com Ele, falando com Ele: mas, permanecer em Jesus".
"A primeira coisa para um discípulo – prosseguiu – é estar com o Mestre, ouvi-lo, aprender d'Ele. E isso vale sempre, é um caminho que dura a vida inteira."
O Papa contou um episódio: "Numa de minhas saídas, aqui em Roma, numa missa aproximou-se um senhor, relativamente jovem e me disse: 'Padre, prazer conhecê-lo, mas não creio em nada! Não tenho o dom da fé! Entendia que era um dom... 'Não tenho o dom da fé! O que me diz?' 'Não desanime. Cristo lhe quer bem. Deixe-se olhar pelo Senhor! Nada mais que isso'.
E isso digo a vocês: deixem-se olhar pelo Senhor! – exortou o Santo Padre:
"Entendo que para vocês não è tão simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer todos do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isso se pode, é possível em qualquer estado de vida."
O Papa acrescentou o segundo elemento: "partir novamente de Cristo significa imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, se descentra! Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, o descentra e abre você aos outros.
"O coração do catequista vive sempre esse movimento de 'sistole – diastole': união com Jesus – encontro com o outro. Sistole – diastole. Se falta um desses dois movimentos, não bate mais, não pode viver."
O terceiro elemento, que está sempre nessa linha: "partir novamente de Cristo significa não ter medo de ir com Ele às periferias". De fato, o Pontífice exortou a não ter medo de caminhar com Jesus às periferias:
"Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranqüilo acaba por tornar-se uma estátua de museu; se um catequista é rígido torna-se estéril. Pergunto-lhes: alguém de vocês quer ser covarde, estátua de museu ou estéril?"
Francisco pediu criatividade e nenhum medo de sair dos próprios esquemas: isso caracteriza um catequista. Quando permanecemos fechados em nossos esquemas, nossos grupos, nossas paróquias, nossos movimentos – explicou – ocorre o que acontece a uma pessoa fechada em seu quarto: adoecemos.
A certeza que deve acompanhar todo catequista – acrescentou Francisco é que Jesus caminha conosco, nos precede. "Quando pensamos ir longe, a uma periferia extrema, Jesus está lá."

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Que tipo de Bíblia você tem em casa?




1ª Bíblia Triste : Sou a Bíblia triste, meu dono até que me lê, mas não interpreta corretamente minhas Palavras e não pratica meus ensinamentos.
2ª Bíblia Rasgada: Sou a Bíblia rasgada, dentro de mim estão escritas palavras doce como o mel, mas meu dono muito desligado, me deixa em qualquer lugar e nas mãos de quem não tem cuidado!
3ª Bíblia Suja:  sou a Bíblia Suja, sou colocada na estante como objeto de decoração. Fico lá no mesmo lugar, sempre aberta na mesma página, no mesmo salmo, pegando poeira. Ninguém me tira dali para ler e meditar  meu conteúdo! 
4ª Bíblia desanimada e esquecida: Sou a Bíblia esquecida e desanimada. Meu dono não me usa, não me leva para o grupo de oração, para os encontros de catequese... às vezes até me leva, mas depois não me procura mais. Fico lá no canto até a próxima semana. Se esquece de que sou a fonte inspiradora, luz que ilumina, Palavra que conforta, Pão que alimenta!
5ª Bíblia Feliz: sou a Bíblia Feliz, sirvo sempre que sou desejada. Meu dono me carrega com orgulho, Me lê, acredita em minhas Palavras, pois sabe que sou para os cristãos a espada.

domingo, 25 de agosto de 2013

Feliz Dia dos Catequistas!

MENSAGEM AOS/ÀS CATEQUISTAS DO BRASIL

Hoje, 25 de agosto, estamos comemorando o dia dos(as) Catequistas. Publicamos a mensagem de Dom Jacinto Bergman Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética aos/às CATEQUISTAS DO BRASIL.
Ano de 2013
Um grande grito de louvor e ação de graças brota do nosso coração, por ocasião, mais uma vez, do Dia do/a Catequista. Nele celebramos o ministério bíblico-catequético de todos nós, tão essencial na vida da Igreja! O que seria da Igreja no Brasil, sem a plêiade de catequistas espalhados por todas as “periferias existenciais” do seu imenso território?
Neste ano de 2013, ainda em pleno Ano da Fé, fazemos a memória sagrada do documento “Catequese Renovada”. Desejo que cada um/uma de vocês sinta profunda alegria, não somente pelo documento escrito, mas por causa de toda a vida que ele gerou e impulsionou em nossa caminhada eclesial. Muitos de vocês, os/as mais vividos/as, guardam na mente e no coração o grande mutirão – um verdadeiro “vendaval” provocado pelo Espírito Santo - que trazia um dinamismo novo à nossa prática bíblico-catequética. Todos nós vimos ou ouvimos falar do imenso esforço feito por pessoas que gastaram o melhor de suas vidas para divulgar e tornar vivo em nossas comunidades este espírito novo. Quero destacar, de modo muito especial, o Frei Bernardo Cansi, que já está na casa do Pai, de onde continua a nos inspirar. Este homem fez da “Catequese Renovada” sua grande missão para servir Jesus Cristo de forma incansável: uma verdadeira paixão que contagiou milhares de catequistas por todo o Brasil. Na pessoa dele agradecemos a Deus toda a nuvem de catequetas e biblistas a serviço da renovação bíblico-catequética. E também agradecemos a Deus por cada um de vocês que até hoje lutam e, sem esmorecer, continuam a lutar para tornar realidade o processo de Iniciação à Vida Cristã e de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, que são os frutos atuais desse esforço de renovação.
Neste Dia do/a Catequista também não podemos deixar de lembrar o que aconteceu entre nós há um mês atrás . O profundo processo bíblico-catequético desencadeado pela JMJ, envolvendo grande número de bispos, presbíteros, religiosos e leigos – especialmente jovens -, mas tendo o papa Francisco como catequista principal. Ele apareceu diante de nossos olhos maravilhados de uma maneira muito simples mas profundamente tocante de evangelizar. Uma catequese, feita por ele, de gestos, de atitudes, de simbologias e de palavras cheias de afeto e unção dirigidas ao coração dos jovens e de todas as pessoas, provocando ânimo, coragem, esperança e intensa alegria. Uma perfeita experiência de catequese “comunitária, vivencial e bíblica”, como o próprio documento “Catequese Renovada” propõe.
Por fim recordamos, agradecidos, o papel de Nossa Senhora Aparecida, grande catequista que sustenta a fé, a esperança e o amor do nosso povo brasileiro. Que ela esteja sempre ao nosso lado e nos alcance a bênção da Trindade Santa!
PARABÉNS, queridos/as catequistas da nossa Igreja no Brasil!
Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas/RS
e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Os jovens e a seca

Fonte: http://www.paroquiadecasaforte.com.br/

Que em 2013, ações como esta, aconteçam muitas vezes...





Que neste no ano, dedicado a FÉ, possamos curtir, compartilhar e, principalmente, multiplicar ações como esta do Grupo Jovem Cristo Forte, descrita neste carta, escrita por um jovem da nossa paróquia, e que foi entregue a Padre Edwaldo:

No dia 22 de dezembro, o Grupo Jovem Cristo Forte foi em missão para Buíque, interior do estado de Pernambuco. Fomos levar água e alimentos que recebemos de doações de amigos e empresas. 

Pela estrada, logo percebemos a destruição causada pela seca: os rios secos, o gado morto.. Em determinados lugares nem a macambira, nem o xiquexique e nem a palma resistiram. 

Logo ao chegar ao local e vendo aquelas pessoas, pude imediatamente reconhecer Cristo e logo me lembrei das palavras de Dom Hélder: 
“Fico impressionado quando as pessoas estão diante do Santíssimo, adorando o Cristo Eucarístico, como elas cantam, rezam e choram, porém ao sair da igreja não conseguem contemplar o Cristo que está desfigurado nas pessoas, principalmente as pessoas mais necessitadas, é justamente ali que Cristo se encontra.”  

Ao entrar em uma das casas da comunidade, na sala percebi a imagem de Frei Damião, Padre Cícero e o Divino Pai Eterno.. Logo, entendemos a fé deste povo que sofre tanto e que não perdem a Esperança...
Pensei em nós que temos tanto, que estamos sempre reclamando de alguma coisa... Como nós perdemos a fé e a esperança rapidamente! Pensei o quanto somos ingratos com as pessoas e com Deus e pensamos somente em nós, pedido apenas por nós e querendo mais do que já temos...

Perguntei ao dono da casa que entrei: “Há quanto tempo não chove?”. Ele disse que fazia mais de um ano que não chovia naquela região, e continuou dizendo: 

“Foi Deus que trouxe vocês aqui, pois tem muita gente precisando de ajuda, tem locais que não tem cisterna e tem outros que nem o carro pipa chega, com a falta de água as cisternas racham e ficamos sem lugar para armazenar grande quantidade de água”.

Pe. Edwaldo foi nesta hora que me lembrei do senhor, de suas palavras e de seus sermões.
Em 1947 Luiz Gonzaga, na música Asa Branca, cantava a sim:

“Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão”

Essa música tem 65 anos e hoje eu pude VER o que está escrito no trecho desta música. Padre, é cruel que em 65 anos essas pessoas passam pela mesma situação. O que temos feito para acabar com isso ? Construímos estádios de futebol da copa do mundo, parques e praças, mas, o que fazemos por este povo ? 

Entra políticos e saem políticos e vivemos de enganar essas pessoas que sofrem tanto com a seca. Não podemos deixar que nossos governantes se elejam em cima da miséria dessas pessoas, fazendo promessas e mais promessas.

Mais uma vez lembro-me de Dom Helder: 
“Esses irmãos que sofrem é nosso irmão de sangue, pois o sangue derramado por Cristo foi por mim e por você e por todos os homens”. 

Nós somos todos verdadeiramente irmãos de sangue, pelo sangue do Senhor. Já não podemos viver pensando que estamos bem se o nosso irmão está sofrendo e morrendo, isso é o pecado de omissão.  

Quantas vezes fui omisso, preguiçoso e não fiz nada pelos outros, por comodismo, para simplesmente não sair do meu estado de conforto, quanto egoísmo da minha parte,  para muitos de nós o problema do outro é apenas do  outro e não meu.  

Em Mateus 25 Jesus nos diz “ Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.” 
Quantas vezes negamos o Cristo que esta em nossa frente, nos sinais de trânsito, na igreja e nas praças; obviamente que a insegurança contribui para tal coisa, para isso temos que ter sensibilidade e enxergar Cristo na multidão.

Hoje pude perceber que a verdadeira religião Cristã, não é ter apenas conhecimento bíblico ou ler só os documentos da igreja, saber de liturgia e participar das missas ou passar a vida toda só em oração e adoração, pois o verdadeiro Cristão é aquele que realiza a ação, é aquele que faz da vida atitudes concretas de amor e carinho para com o próximo, porém para fazer essas atitudes concretas é preciso ter intimidade com Cristo através da oração, da adoração, das leituras bíblicas e da liturgia de nossa igreja. 

É como muita alegria que reconheço minhas falhas durante esses 23 anos de vida, e espero ter os dias seguintes para corrigir essas falhas, volto desta missão com o objetivo de ser Cristão de Verdade, de lutar pelos interesses de todos e fazer Jesus conhecido e amado através de minhas ações. 

Desejo que os adolescentes, jovens e adultos de nossa Paróquia possam ter esta mesma experiência, e desde já reafirmo meu compromisso de voltar aquele lugar junto com o Grupo Jovem Cristo Forte. Que a comunidade de Casa Forte possa continuar sendo esta igreja viva que vai em busca de Cristo que não esta somente dentro da igreja, está nas ruas, nos hospitais, nas comunidades carentes, nos asilos e nos orfanatos. 

Para finalizar tem uma música de Luiz Gonzaga que traduz muito bem a vida e a esperança dos irmãos sertanejos.  

“Ser sertanejo, senhor
É fazer do fraco forte
Carregar azar ou sorte
Comparar vida com morte
É nascer nesse sertão
A batalha está acabando
Já vejo relampear
Abro o curral da miséria
E deixo a fome passar
O que eu sinto, meu senhor
Não me queixo de ninguém
O que falta aqui é chuva
Mas eu sei que um dia vem
Vai ter tudo de fartura
Prá quem teve hoje que não tem”

Recife, 22 de dezembro de 2012

Rafael Bezerra (Rafinha)
Assessor do Grupo Cristo Forte
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

UMA REFLEXÃO NO LIMIAR DO ANO DE 2013


O Livro da Vida é dividido, à semelhança de um livro didático, em capítulos. Assim, podemos imaginar que a cada período de um ano corresponde um capítulo a ser escrito do seu Livro.
Então, quando 2012 começou ele era todo seu! Você detinha toda a autoridade sobre ele, como mais um capítulo a ser escrito.
Foi colocado em suas mãos, deixado com você. Você podia fazer o que quisesse. Era como um capítulo em branco e nele você podia escrever um poema, compor uma música, relatar um pesadelo, rabiscar uma blasfêmia, matar aulas do colégio ou desenhar uma oração. Certo?
PODIA! Hoje não pode mais, já não é seu. É um capítulo já escrito, concluído. É um capítulo muito peculiar que mesmo tendo sido escrito por você, ele um dia lhe será apresentado, com todos os detalhes e que, apesar de tudo, você não poderá corrigi-lo. Estará totalmente fora do seu alcance.
Portanto, antes que 2012 termine, reflita sobre ele, tome mentalmente seu velho capítulo nas mãos e o folheie com cuidado. Deixe passar suavemente cada uma das páginas pelas suas mãos e pela sua consciência; faça o exercício da leitura de você mesmo. LEIA TUDO! Aprecie aquelas páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas. Mas, você pode lê-las enquanto escreve o novo capítulo que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as coisas ruins.
Para escrever o novo capítulo do seu Livro você contará novamente com o instrumento recebido do livre arbítrio e terá, para preenchê-lo, toda a imensa superfície do seu mundo. Se tiver vontade de beijar seu livro velho, beije-o. Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele. Não importa o estado em que ele esteja. Ainda que tenha páginas negras, guarde-o e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
 E quando 2013 chegar, lhe será entregue outro capítulo em branco, novo, limpo, que é todo seu, só seu (novamente!), no qual você irá escrever o que desejar.
Muitas felicidades pra você.  (autor desconhecido)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O SONHO DE MARIA



Maria, mãe de Jesus, teve um sonho.

Foi às vésperas da celebração do natalício de seu Filho.

Ao tomar café da manhã com seu esposo José, ela abriu seu coração.

Falando pausadamente, pensativa, com muitas exclamações e reticências, ela disse: “José, na noite passada tive um sonho”!... Não pude compreendê-lo! Realmente não!... Creio que se tratava do nascimento de nosso Filho. As pessoas estavam fazendo os preparativos com seis semanas de antecedência. Decoravam as casas e compravam roupas novas! Iam às compras e adquiriam sofisticados presentes! Algo estranho... pois os presentes não eram para o nosso Filho! Envolviam-nos com finíssimos celofanes e os enfeitavam com preciosos laços! Colocavam tudo debaixo de uma árvore! Sim, José, uma árvore, dentro de suas casas! E decoravam essa árvore também! Nos galhos, penduravam bolas, lâmpadas coloridas, e enfeites que brilhavam! Havia uma figura colocada bem no alto da árvore! Parecia ser um anjo! Era muito bonito!...

As pessoas se sentiam felizes e sorriam muito!... Todos estavam emocionados, cumprimentando-se, dando presentes! José... Não ficou nenhum para o nosso Filho!... Sabe, acredito que nem o conheciam, pois nunca mencionaram o Seu Nome durante toda a festa!...
Não parece estranho que as pessoas se preparem tanto... Façam uma festa tão grande e tão bonita para celebrar o aniversário de alguém, que nem sequer conhecem?... Sabe, José, tive a estranha sensação de que se o nosso Filho estivesse nessa celebração, seria considerado um intruso!...

Era tão maravilhosa aquela festa, José!... Todo mundo tão feliz!... Porém, eu senti uma enorme vontade de chorar!... Que tristeza para Jesus, não ser lembrado... e talvez, tão pouco desejado... em sua própria festa de aniversário!... Bem! Estou contente, aliviada, porque foi só um sonho!... Porém, que terrível seria, José, se tudo isso fosse realidade!...”

Como será a festa do natal de Jesus em sua família?

Como será celebrado o aniversário de Jesus em sua casa?

O “sonho de Maria” será apenas um “pesadelo” ou será uma triste e lamentável realidade?

Para que o natal de Jesus aconteça em sua vida e em sua família é importante tomar algumas providências, como:
- participar da caminhada da Paróquia ou das pequenas comunidades que se preparam para celebrar Jesus, por meio de uma Novena de Natal;
- preparar-se por uma santa confissão sacramental;
- preparar as casas ou apartamentos com uma decoração natalina que chame atenção para a pessoa de Jesus, o centro do natal;
- preparar a ceia natalina de tal forma que todos se sintam celebrando Jesus aniversariante;
- combinar com a família toda para participarem juntos de uma determinada santa Missa natalina;
- tomar consciência do sentido profundo da Comunhão Eucarística, como o momento mais significativo de um encontro muito pessoal com Jesus, o aniversariante, o Celebrado, a razão de ser do natal.

Será muito significativo, também, dentro das possibilidades, favorecer de alguma forma para que famílias carentes, órfãos e crianças, idosos, presos ou desempregados possam ter algo a mais para poderem celebrar com alguma alegria o santo natal de Jesus.

Fonte: Revista Brasil Cristão