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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
ENCONTRO ARQUIDIOCESANO SOBRE INICIACAO A VIDA CRISTÃ
Assessor: Dom Leomar Brustolin
Dia : 25/11
Horário : 8h as 11h
Local: Auditório da Paroquia da Soledade (Boa Vista)
Recurso: Gratuito
Participação : 2 pessoas da Catequese e 2 pessoas da Liturgia de cada PAROQUIA.
Participem!!!!
Att. Coordenação Arquidiocesana de Pastoral
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O QUE É O DOCUMENTO QUE CHAMAMOS DNC - DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE?
Este documento é o "norte" e o direcionamento da catequese no Brasil.
Publicado pela CNBB em 2006 para que os catequistas do Brasil tivessem
embasamento para realizar a catequese nas diversas Igrejas particulares
(dioceses) e nas paróquias.
Ele é, na verdade, um reflexo do documento "Catequese Renovada", de 1983, que veio trazer à catequese do Brasil a renovação que se esperava pós Concílio Vaticano II.
O Diretório Nacional de Catequese é um esforço de adaptação à realidade do Brasil do Diretório Geral para a Catequese. É um documento em que a Igreja do Brasil, por meio da Comissão de Animação Bíblico-Catequética, propõe as grandes orientações para a catequese. Não é um manual para se estudar com os catequizandos, mas, considerações sobre o trabalho da catequese, elaborado com a ajuda dos catequistas de todo o Brasil e catequetas de muitas regiões.
O Diretório é importante por ser uma proposta de sintonia para o trabalho da Igreja, um direcionamento que visa progresso na ação catequética.
O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Ele pretende delinear uma catequese litúrgica, bíblica, vivencial, profundamente ligada à mística evangélico-missionária, mais participativa e comunitária.
O documento divide-se em duas partes e oito capítulos.
Na primeira parte, são tratados os fundamentos teológico-pastorais da catequese, a partir da renovação pós-conciliar.
Inicia-se apresentando as conquistas do recente movimento catequético brasileiro (Capítulo 1: Movimento catequético pós-conciliar: conquistas e desafios).
A seguir é aprofundado o tema da revelação e catequese; a catequese dentro da missão evangelizadora da Igreja, como atividade de iniciação à fé (Capítulo 2: A catequese na missão evangelizadora da Igreja).
Após ter sido esclarecida a verdadeira tarefa da catequese, propõe-se uma leitura da realidade brasileira e da história como lugares teológicos da manifestação de Deus (Capítulo 3: Catequese contextualizada: história e realidade).
A mensagem e conteúdo da catequese são considerados no quarto capítulo, destacando-se a Bíblia, a liturgia e os catecismos (Capítulo 4: Catequese: mensagem e conteúdo).
A segunda parte, de caráter mais prático, primeiramente se analisa a pedagogia catequética tendo como fundamento a pedagogia divina, modelo da educação da fé pretendida pela catequese (Capítulo 5: Catequese como educação da fé).
Em seguida enumeram-se os interlocutores no processo catequético (Capítulo 6: Destinatários como interlocutores no processo catequético).
O próximo capítulo destaca o ministério da catequese e seus responsáveis - catequistas, padres, bispos, catequétas (Capítulo 7: O ministério catequético e seus protagonistas).
Por fim, no último capítulo, discute-se o onde e o como devemos organizar nossa catequese (Capítulo 8: Lugares da catequese e sua organização na Igreja particular).
O Diretório, como proposta da Igreja do Brasil, é mais uma oportunidade para que os envolvidos na dimensão bíblico-catequética amadureçam seu ministério e façam ecoar com mais segurança e diretividade sua ação evangelizadora, por meio de um discipulado mais autêntico e uma missão mais consciente.
Ele é, na verdade, um reflexo do documento "Catequese Renovada", de 1983, que veio trazer à catequese do Brasil a renovação que se esperava pós Concílio Vaticano II.
O Diretório Nacional de Catequese é um esforço de adaptação à realidade do Brasil do Diretório Geral para a Catequese. É um documento em que a Igreja do Brasil, por meio da Comissão de Animação Bíblico-Catequética, propõe as grandes orientações para a catequese. Não é um manual para se estudar com os catequizandos, mas, considerações sobre o trabalho da catequese, elaborado com a ajuda dos catequistas de todo o Brasil e catequetas de muitas regiões.
O Diretório é importante por ser uma proposta de sintonia para o trabalho da Igreja, um direcionamento que visa progresso na ação catequética.
O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Ele pretende delinear uma catequese litúrgica, bíblica, vivencial, profundamente ligada à mística evangélico-missionária, mais participativa e comunitária.
O documento divide-se em duas partes e oito capítulos.
Na primeira parte, são tratados os fundamentos teológico-pastorais da catequese, a partir da renovação pós-conciliar.
Inicia-se apresentando as conquistas do recente movimento catequético brasileiro (Capítulo 1: Movimento catequético pós-conciliar: conquistas e desafios).
A seguir é aprofundado o tema da revelação e catequese; a catequese dentro da missão evangelizadora da Igreja, como atividade de iniciação à fé (Capítulo 2: A catequese na missão evangelizadora da Igreja).
Após ter sido esclarecida a verdadeira tarefa da catequese, propõe-se uma leitura da realidade brasileira e da história como lugares teológicos da manifestação de Deus (Capítulo 3: Catequese contextualizada: história e realidade).
A mensagem e conteúdo da catequese são considerados no quarto capítulo, destacando-se a Bíblia, a liturgia e os catecismos (Capítulo 4: Catequese: mensagem e conteúdo).
A segunda parte, de caráter mais prático, primeiramente se analisa a pedagogia catequética tendo como fundamento a pedagogia divina, modelo da educação da fé pretendida pela catequese (Capítulo 5: Catequese como educação da fé).
Em seguida enumeram-se os interlocutores no processo catequético (Capítulo 6: Destinatários como interlocutores no processo catequético).
O próximo capítulo destaca o ministério da catequese e seus responsáveis - catequistas, padres, bispos, catequétas (Capítulo 7: O ministério catequético e seus protagonistas).
Por fim, no último capítulo, discute-se o onde e o como devemos organizar nossa catequese (Capítulo 8: Lugares da catequese e sua organização na Igreja particular).
O Diretório, como proposta da Igreja do Brasil, é mais uma oportunidade para que os envolvidos na dimensão bíblico-catequética amadureçam seu ministério e façam ecoar com mais segurança e diretividade sua ação evangelizadora, por meio de um discipulado mais autêntico e uma missão mais consciente.
Ângela Rocha
CNBB. Diretório Nacional de Catequese. Publicações da CNBB. Brasília: Edições CNBB, 2006.QUEM SABE O QUE É "DNC - DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE"?
DNC - DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE
Documento 84 da CNBB, aprovado pela 43ª Assembleia
Geral da CNBB,
em agosto de 2005 e publicado em 2006.
Bom gente, realmente existem
"n" situações. Desde o desconhecimento completo do DNC - Diretório nacional de catequese, até o descaso
mesmo pelo que está escrito nele. O que temos que ter em mente é que é um
documento criado pela Igreja para nos ajudar, dar um direcionamento à catequese,
ou seja, aí está o QUE FAZER, já o "COMO FAZER" cabe muito mais às
dioceses e as próprias paróquias que precisam colocar em prática o que está
escrito nele.
Só que precisamos pensar
também que, em cada Diocese, o Bispo é "soberano" em seu território,
é ele quem deve tomar a iniciativa de colocar a catequese como prioridade em
sua Igreja local e tomar as primeiras medidas para que o DNC seja colocado em
prática. Infelizmente nem todos o fazem, seja por falta de recursos ou mesmo
por questões de se ter outras prioridades na diocese.
Enquanto isso, para tristeza
nossa, vamos deixando passar excelentes oportunidades de evangelização porque
achamos que "nós" não podemos fazer nada a respeito. Eu não penso
assim. Naquilo que nos cabe, ou seja, buscar nossa formação, conhecimento,
engajamento e, sobretudo, RESPONSABILIDADE, é perfeitamente possível correr
atrás, mesmo porque, a tecnologia está aí pra nos ajudar.
Ah, a paróquia e a diocese
não dão formação? Pois hoje temos informação a um toque dos nossos dedos.
Sites, blogs oferecem os documentos da Igreja para download, informações,
sugestões, práticas, experiências... Basta a boa vontade de procurar. Nosso
grupo “Catequistas em Formação” é um exemplo disso, catequistas que se encontram
para trocar experiências. Claro que precisamos tomar cuidado na internet, porque
nem tudo é o que parece ser, mas, de maneira geral existem mais coisa boa que
ruim.
Se temos que
"investir" nisso? Claro que sim, nosso tempo e muitas vezes nosso
dinheiro, porque o que vamos adquirir vai ficar em primeiro lugar PARA NÓS,
depois é que vai para os outros. Muitas comunidades não tem condições de
proporcionar formação ou material aos seus agentes de pastoral.
Aqui atrás de mim eu tenho
uma "biblioteca" bem grande com muitos documentos, livros, apostilas,
manuais que fui adquirindo ao longo do tempo, e com muita “renúncia” a outras
coisinhas, posso garantir. No meu computador eu tenho mais de 3.000 arquivos
sobre catequese. Tenho orgulho de dizer que em 10 anos eu nunca faltei a uma
formação que fosse oferecida pela minha paróquia ou diocese. Já cheguei a
viajar mais de 500 quilômetros para terminar uma pós-graduação em catequética. É
isso que fez e faz a minha formação. Vontade de aprender e de multiplicar isso
aos outros.
Isso porque quando aceitei o
CHAMADO para ser CATEQUISTA eu realmente ACEITEI como VOCAÇÃO. E aceitar um
chamado vocacional é isso. PREPARAR-SE para uma missão e, assim como os padres
e freiras, renunciar a muita coisa do mundo: festas, viagens, famílias às vezes,
diversão, casa... Creio que um dos maiores problemas nossos hoje está nisso,
muitos catequistas não são realmente vocacionados e tratam a catequese como um
passatempo ou uma espécie de palco para exercer suas vaidades. E não estou
falando só de catequistas de base, falo de coordenações, de equipes diocesanas,
nacionais e por aí vai.
Enfim, o Documento está aí:
O Diretório Nacional de Catequese – DNC, não é uma “invenção” dos bispos do
Brasil, ele é uma adaptação local do DIRETÓRIO GERAL DE CATEQUESE – DGC, da
Santa Sé, com as nossas realidades locais. Uma ajuda inestimável para que
façamos ACONTECER a evangelização. Nós todos agora o conhecemos, o temos “em
mãos”, vamos ler e MULTIPLICAR em nossa comunidade o que diz nele. Cobrar –
cobrar sim! – que nosso pároco o conheça também. Mas, ter paciência e
discernimento para compreender que nem tudo é “pra já”, algumas mudanças
demoram a acontecer. Mas, para ACONTECER, elas precisam começar de alguma
forma, em algum lugar. Que tal se as mudanças começarem em nós mesmos?
Ângela Rocha
Catequistas em Formação
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Catálogo da Arquidiocese de Olinda e Recife
O novo Catálogo da Arquidiocese de Olinda e Recife foi lançado e entre as novidades está a organização das paróquias por Vicariatos Episcopais e as pastorais agrupadas de acordo com as respectivas comissões.
O anuário pode ser adquirido na Cúria Metropolitana por R$ 15,00. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3271-4270, com Eliane. O expediente é de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Iniciação à Vida Cristã-Fomação para catequistas-Vicariato Recife Norte 1
Continuará, neste sábado(18/08), o Curso de
Formação, com o professor Aderson Viana, apresentador do Programa Formação
Cristã, da Rádio Olinda e participação especial do professor Papaderus, filósofo e catequeta.
Vale a pena comparecer.
Estudaremos o documento 97 da CNBB - Iniciação à Vida Cristã.
Vale a pena comparecer.
Estudaremos o documento 97 da CNBB - Iniciação à Vida Cristã.
Vamos estudar o
capítulo V (Iniciação à vida cristã... com quem contamos? onde?.
Não se preocupe caso tenha faltado aos outros encontros.
DIA: SÁBADO 18/08
HORA: 8h da manhã
LOCAL: Casa do Padre Edwaldo - Praça de Casa Forte
P A R T I C I P E M !
Não se preocupe caso tenha faltado aos outros encontros.
DIA: SÁBADO 18/08
HORA: 8h da manhã
LOCAL: Casa do Padre Edwaldo - Praça de Casa Forte
P A R T I C I P E M !
Apresentação: Qual sua origem? O que é?:
A
Iniciação à Vida Cristã atende a um pedido da 46ª Assembleia Geral dos Bispos
do Brasil ocorrida em 2008. É também um desdobramento do Diretório Nacional da
Catequese, aprovado em 2005.
Deve
ser entendida como um desafio a ser encarado com DECISÃO, CORAGEM e
CRIATIVIDADE, já que geralmente tem sido pobre e fragmentada. Faz-se necessário
que as pessoas sejam educadas na fé, tendo um maior contato com Jesus Cristo,
seguindo-o. Caso contrário, não se concretiza a missão evangelizadora.
A
Iniciação não é apenas um anúncio de textos ou normas. A proposta é ajudar a
pessoa a ter um ENCONTRO VIVO COM O RESSUSCITADO.
Como poderemos ajudar as pessoas a experimentarem deste encontro?
Estamos prontos para usar nossa criatividade e coragem propondo isso às pessoas?
Como poderemos ajudar as pessoas a experimentarem deste encontro?
Estamos prontos para usar nossa criatividade e coragem propondo isso às pessoas?
terça-feira, 3 de abril de 2012
OS CAMINHOS DA PASTORAL BÍBLICA
Como chegar a uma Animação
Bíblica de toda a Pastoral?
Francisco Orofino
São inegáveis os avanços
conseguidos pela Igreja católica, a partir do desafio colocado
pelo Vaticano II, em
colocar a Bíblia nas mãos dos fiéis. Ao longo dos últimos 50 anos
nossa Igreja fez uma
caminhada em que buscou recuperar o tempo perdido, lançando-se
num processo que deve ser
analisado a partir das renovações propostas pelo Concílio.
Os resultados que temos
hoje foram alcançados através de passos importantes.
Um primeiro passo foi,
literalmente, colocar uma Bíblia nas mãos dos fiéis. Não era
costume dos fiéis
católicos terem uma Bíblia para seu uso pessoal. Isto exigia rapidez
em novas edições trazendo
traduções novas, numa linguagem atualizada. Exigia
também grandes tiragens
que alcançassem um preço acessível aos fiéis. Esta meta foi
atingida a partir dos anos
70, com a confecção de Bíblias populares, tais como a Bíblia
da Ave Maria, Vozes,
Pastoral etc. As grandes tiragens de Bíblias continuam sendo
feitas, mantendo os preços
das Bíblias dentro das possibilidades das pessoas mais
pobres. Anualmente no
Brasil vendem-se cerca de 7 milhões de Bíblias. O surgimento
das pastorais bíblicas
diocesanas incentivou muito a distribuição de Bíblias aos fiéis.
Este passo ainda é
necessário. Prova disso é a Campanha nacional de doação de um
milhão de Bíblias,
promovido pela CNBB. Mas o importante neste passo é que,
gradativamente, a Bíblia
foi se tornando um livro caseiro, de devoção e de referencia
dos católicos. Hoje a
grande maioria dos fiéis tem uma Bíblia para seu uso pessoal.
Um segundo e importante
passo foi o desenvolvimento de um método de leitura e
interpretação dos textos
bíblicos que ajudasse os fiéis a se apropriar do conteúdo
bíblico. Este objetivo foi
alcançado através da popularização do método pastoral ver-
julgar-agir aplicado na
leitura popular da Bíblia. Surgiram assim os círculos bíblicos. O
material proposto em um
círculo partia sempre de um fato da vida (ver) seguido de um
estudo ou aprofundamento
de um texto bíblico relacionado ao fato (julgar). O estudo,
sempre comunitário,
concluía apontando pistas pastorais dentro de uma celebração
(agir). Assim, a Pastoral
Bíblica em muitas dioceses começou com as equipes
diocesanas de Círculos
Bíblicos.
Dados estes dois
importantes passos, podemos reconhecer que Pastoral Bíblica, num
primeiro momento,
significava animar e motivar as comunidades para constituir
Círculos Bíblicos, bem
como o apoio necessário para que as pessoas fossem tendo mais
autonomia no uso da
Bíblia. Dentro deste esforço destacamos as várias propostas de
cursos e de publicações
que de fato ajudaram o povo católico a se apropriar do conteúdo
dos textos bíblicos. Tais
esforços, como a iniciativa do Mês da Bíblia, são de
reconhecida importância
para a vida eclesial.
Estes passos revelaram
também a existência de um grande interesse, por parte dos fieis.
Existe uma vontade de
saber mais a respeito da Palavra de Deus na Sagrada Escritura.
Interesse este que muitas
vezes esbarra na resistência dos párocos, inseguros nas
respostas e nas
modificações propostas pela leitura bíblica feita nas comunidades.
Olhando agora retrospectivamente
esta caminhada de quase 50 anos, percebe-se
também que uma Pastoral
Bíblica não é ainda um projeto prioritário na maioria das
dioceses, paróquias e
comunidades. Há esforços localizados para uma adequada
formação bíblica, mas a
grande maioria das dioceses nunca elaborou um projeto
consistente de Pastoral
Bíblica capaz de formar agentes de pastoral que possibilitem dar
este terceiro e importante
passo: a animação bíblica de toda a Pastoral.
Creio que alguns pontos
devem ser ressaltados se queremos avançar na formação bíblica
de agentes de pastoral,
capazes de animar biblicamente toda a Pastoral:
1. Devemos constatar que
está em andamento uma descoberta progressiva de que a
Palavra de Deus não está
só na Bíblia, mas também na vida, e de que o objetivo
principal da leitura da
Bíblia não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida com a
ajuda da Bíblia.
Descobre-se que Deus fala hoje, através dos fatos. Isto gera um
entusiasmo muito grande.
Não é tanto por causa das coisas novas que eles descobrem na
Bíblia, mas muito mais por
causa da confirmação que recebem de que a caminhada
pastoral que estão fazendo
é uma caminhada bíblica e, assim, neles se renova a
esperança. A Bíblia ajuda
a descobrir que a Palavra de Deus, antes de ser lida na Bíblia,
já existia na vida. “Na
verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” (Gn 28,16)!
2. A Bíblia entra por uma
outra porta na vida do povo. Ela não pela porta da imposição
autoritária, mas sim pela
porta da experiência pessoal e comunitária. Ela se faz presente
não como
um livro que
impõe uma doutrina
de cima para
baixo, mas como
uma Boa
Nova que
revela a presença
libertadora de Deus
na vida e
na luta do
povo. Os que
participam dos
grupos bíblicos, eles
mesmos se encarregam
de divulgar esta
Boa
Notícia e atraem outras
pessoas para participar (Pastoral Missionária). “Venham ver um
homem que
me contou toda
a minha vida!”
(Jo 4,29). Por isso,
ninguém sabe quantos
grupos bíblicos existem.
Só Deus mesmo!
3. Lendo assim a Bíblia,
produz-se uma iluminação mútua entre Bíblia e vida. O sentido
e o alcance da Bíblia
aparecem e se enriquecem à luz do que se vive e sofre na vida, e
vice-versa. Para que se
produza esta ligação profunda entre Bíblia e vida, é importante:
a) Ter nos olhos as
perguntas reais que vêm da vida e da realidade sofrida de hoje. Aqui
aparece a
importância de o
estudioso da Bíblia
ter convivência e
experiência pastoral
inserida no meio do povo.
b) Descobrir que se pisa o mesmo chão, ontem e hoje. Aqui
aparece a
importância do uso da ciência
e do bom
senso tanto na
análise crítica da
realidade de
hoje como no estudo do
texto e seu
contexto social. c)
Ter uma visão
global da
Bíblia que envolva
os próprios leitores
e leitoras e
que esteja ligada
com a
situação concreta das suas
vidas.
4. A interpretação que o
povo faz da Bíblia é uma atividade envolvente que compreende
não só a contribuição
intelectual do exegeta, mas também e sobretudo todo o processo
de participação
da Comunidade (Pastoral
de Conjunto): trabalho
e estudo de
grupo,
leitura pessoal e
comunitária, teatro, celebrações, orações, recreios, “enfim, tudo que é
verdadeiro, nobre,
justo, puro, amável,
honroso, virtuoso ou
que de qualquer
maneira
merece louvor” (Fl 4,8).
Aqui aparecem a riqueza da criatividade popular e a amplidão
das intuições pastorais
que vão nascendo com esta leitura.
5. Para uma boa
interpretação da Bíblia, é muito importante o ambiente de fé e de
fraternidade, através de
cantos, orações e celebrações (Pastoral Litúrgica). Sem este
contexto do Espírito, não
se chega a descobrir o sentido que o texto tem para nós hoje.
Pois o sentido da Bíblia
não é só uma idéia ou uma mensagem que se capta com a razão
e se objetiva através de
raciocínios; é também um sentir, uma consolação, um conforto
que é sentido com o
coração, “para que, pela perseverança e pela consolação que nos
proporcionam as
Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15,4).
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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