quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Perguntas que todos fazem sobre a renúncia de Bento XVI




23 respostas curtas para 23 questões levantadas
ROMA, 20 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - A renúncia de Bento XVI tem levantado questões legítimas não apenas no mundo católico. Algumas são práticas, enquanto outras têm implicações mais profundas em suas respostas.
O porta-voz oficial do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu diversas conferências de imprensa, entre 12 e 15 de Fevereiro. Durante o breafing, vários jornalistas levantaram questões que Pe. Lombardi respondeu com as informações disponíveis no momento.
A partir dessas contestações, oferecemos uma seleção ágil e breve de 23 respostas sobre as questões mais discutidas nos dias de hoje.
A formulação das perguntas e respostas não foram reproduzidas literalmente, foram preparadas, trabalhadas e publicadas no bloghttp :/ / actualidadyanalisis.blogspot.com, com base no que o Pe. Lombardi respondeu. Seguem as respostas, embora não sejam explicitamente como formuladas. A conta Twitter: https://twitter.com/mujicaje tem enviado atualizações relacionadas aos dados enviados pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé em tempo real.
1. Qual será a última aparição pública de Bento XVI como Papa?
A última aparição pública como Papa Bento XVI será na Audiência Geral de quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 na Praça de São Pedro, no Vaticano. Em caráter extraordinário, a Audiência Geral contará com a liturgia da Palavra e momentos de oração. No dia seguinte, quinta-feira 28, está agendada uma audiência privada na Sala Clementina da Santa Sé com alguns cardeais. Será a última audiência de seu pontificado.
2. Bento XVI tem alguma doença grave?
Não, Bento XVI não tem nenhuma doença grave.
3. É verdade que Bento XVI tem um marcapasso?
Sim, é verdade que Bento XVI tem um marcapasso. Ele tem desde que era Cardeal-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Há algumas semanas atrás trocaram as baterias do marcapasso.
4. A encíclica sobre a fé que Bento XVI estava escrevendo vai ser publicada?
Não, não está previsto que a encíclica será publicada dado que Bento XVI não pôde concluir. Eventualmente, se for decidido torná-la pública, não entraria no ramo de "encíclica".
5. Por que Bento XVI escolheu as 20:00 do dia 28 de fevereiro para completar o seu ministério como Papa?
Porque é a hora que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.
6. Para onde vai Bento XVI após sua aposentadoria como Papa?
Inicialmente, por um período de dois meses, para a residência pontifícia de Castel Gandolfo. Depois, volta para o Vaticano para viver no mosteiro de clausura Mater Ecclesiae.
7. É verdade que Bento XVI decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México?
Durante sua viagem apostólica ao México e Cuba, Bento XVI amadureceu o tema de sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e discernimento sobre este tema. Além disso, a viagem não teve qualquer relevância a este respeito.
8. Qual será o nome e o título de Bento XVI após 28 de fevereiro?
É um tema que ainda está sendo ponderando. Existe certa unanimidade de que manterá o nome de Bento XVI e o título será "Bispo emérito de Roma". No Anuário Pontifício "Bento XVI" continuará a ser o nome oficial utilizado.
9. Bento XVI vai participar do Conclave para eleger seu sucessor?
Não. Bento XVI não vai participar do Conclave para eleger o seu sucessor e nem fará parte do Colégio Cardinalício.
10. Como Bento XVI irá se vestir após 28 de Fevereiro?
Ainda não se sabe como Bento XVI se vestirá após 28 de Fevereiro.
11. A renúncia de um Papa está prevista na Igreja?
Sim. A renúncia de um Papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico.
12. O que vai acontecer com monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia?
Monsenhor Georg Gänswein continua secretário particular de Bento XVI, vai acompanhá-loem Castel Gandolfoe depois ao mosteiro Mater Ecclesia, e também permanece prefeito da Casa Pontifícia. Da mesma forma, é possível que o segundo secretário transfira-se para Castel Gandolfo e acompanhe Bento XVI por um tempo.
13. Quem vai morar com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesia, dentro do Vaticano, após a sua aposentadoria?
Os Memores (grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que auxiliam o papa nas necessidades regulares de casa) e seu secretário pessoal, monsenhor Georg Gänswein.
14. A questão dos chamados "Vatileaks" (vazamento de documentos reservados) influenciou a decisão do Papa?
Não teve nenhuma relevância. Se você deseja receber informações corretas deve se limitar ao que disse o Papa sobre sua renúncia.
15. Aproximadamente, quando poderia começar o Conclave?
As datas mais convincentes indicam que iniciará entre 15 e 20 de março.
16. Bento XVI mudou as regras para a eleição de um Papa nas últimas semanas?
Não. Bento XVI não mudou recentemente as regras para a eleição de um Papa. Em 2007, ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação. Essa modificação de 2007 estabelece que é necessário uma maioria de dois terços na votação realizada no Conclave. O resto das normas vigentes continua a ser as da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
17. Qual é o termo correto para descrever o que o Papa fez?
"Renúncia" seria o termo mais específico e técnico. "Demissão" não, porque pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito e, no caso do Papa, isso não é necessário. "Abdicação" seria o termo mais adequado para um rei.
18. Existem lutas de poder no Vaticano?
Em toda instituição existe uma dinâmica que leva a opiniões diferentes, o que é sempre uma riqueza. A diferença e diversidade de opiniões são positivas se conduzem ao bem da própria instituição. Tais diferenças, no entanto, não devem ser exageradas porque não corresponderiam à realidade e às intenções das pessoas. Afirmar que há lutas de poder não corresponde à realidade do que está acontecendo na Igreja agora.
19. O jornalista Peter Seewald entrevistou Bento XVI antes de sua demissão?
O jornalista alemão Peter Seewald, que no passado se reuniu várias vezes com Joseph Ratzinger- Bento XVI, entrevistou o Papa Bento XVI faz dois meses e meio. A entrevista faz parte da biografia oficial de Bento XVI em que está trabalhando Seewald.
20. Bento XVI encontrará o novo Papa?
Não está programado que Bento XVI encontrará o novo Papa.
21. Por que Bento XVI decidiu ficar, depois de dois meses em Castel Gandolfo, num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.
22. Quais são as razões exatas dadas por Bento XVI para a sua renúncia?
Na segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI afirmou explicitamente que chegou “à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino” e também mencionou que para governar a Igreja e anunciar o Evangelho é necessário “o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.
23 - Qual é a agenda oficial de Bento XVI de 11 a 28 de fevereiro de 2013?
O calendário oficial de Bento XVI é o seguinte:
23 de fevereiro: Conclusão dos exercícios espirituais
24 de fevereiro: Último Angelus de Bento XVI na Praça de São Pedro
25 de fevereiro: Audiência privada com alguns cardeais
27 de fevereiro: Última Audiência Geral de Bento XVI
28 de fevereiro: Às 11 horas saúda os cardeais na Sala Clementina do Vaticano. Às 17:00 se transfere para Castel Gandolfo. Às 20:00 começa a Sede Vacante.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Curso Bíblico,na Livraria Paulinas

O curso tem o objetivo de acompanhar os que desejam entrar em comunicação e comunhão com Deus por meio da Bíblia, trazendo-a para o centro de sua vida e da comunidade.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como surgiu a Quaresma?



Nós sabemos que uma festa não pode ser bem-sucedida se não for cuidadosamente preparada. Aproximadamente duzentos anos depois de Cristo, os cristãos, ansiosos por desfrutar em toda a sua plenitude os frutos espirituais da Páscoa, introduziram o costume  de precedê-la com três dias, dedicados à oração, à meditação e ao jejum, em sinal de luto pela morte de Cristo.
Essa grande festa, porém, não devia ser somente preparada;  era preciso também encontrar uma maneira de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da mesma. Foram instituídas então as “sete semanas”, os 50 dias de Pentecostes, que deviam ser celebrados com grande alegria, porque, como dizia um famoso bispo daqueles tempos, chamado Irineu, “constituem como um único dia de festa que tem a mesma importância do domingo”.
Durante os dias de Pentecostes rezava-se em pé, era proibido jejuar e eram administrados os batismos. Praticamente era como se o dia de Páscoa... durasse 50 dias.
Passaram-se mais 150 anos e, por volta dos anos 350 d.C., percebendo que três dias de preparação era pouco demais, os aumentaram para 40... Nascia a Quaresma. 



Fonte: http://buscandonovasaguas.com


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Curso sobre Liturgia na Catequese aconteceu no Rio de Janeiro

56 participantes integraram esta 1ª Etapa do Curso Liturgia na Catequese
Promovido pelo núcleo da Rede Celebra de Animação Litúrgica (Duque de Caxias-RJ), aconteceu no Rio de Janeiro, no Colégio Regina Coeli, Tijuca, entre os dias 14 e 20 de janeiro, o curso sobre Liturgia na Catequese.

A motivação que levou a equipe a promover este curso parte do sentido de que se introduz a criança na catequese para ela mesma descobrir o mistério à qual pertence, não só o mistério de Cristo, mas o mistério da vida dela unida a Jesus. Não se trata aqui de apenas apresentar o mistério de Jesus, porém, é perceber que no itinerário catequético esse mistério da vida de Jesus implica na vida da criança. Assim inicia-se uma vida moldada pelas atitudes cristãs.

Contudo, para que a criança ou o catecúmeno (aquele que está no processo de iniciação à vida cristã) seja introduzido na vida cristã, é necessário que se viva também uma vida em conformidade com a Liturgia. O/a catequista consciente de que esse processo é imprescindível, colabora para que o iniciando, aos poucos seja introduzido na vida litúrgica, por meio de uma metodologia adequada e auxiliado por manuais criteriosos e com fundamentos.


A vida espiritual do catequista também é levado em conta, pois, em muitos casos ele/a torna-se como que um referencial inspirador para a criança perseverar na vida de fé. Nesse sentido, ao longo da catequese o/a catequista vai conduzindo os encontros não só caracterizado pela exposição de conteúdos doutrinários, mas tendo como eixo também a liturgia. Assim, ele mesmo pode presidir as bênçãos, as orações e celebrações, que acabam por se tornar conteúdo dos encontros. Todos esses elementos que pertencem à linha da liturgia, dão suporte aos temas catequéticos. De fato, constata-se uma carência nos manuais catequéticos existentes no Brasil com relação a oferecer uma catequese litúrgica fundamental.


Outro elemento motivador é o de que a catequese de iniciação, seja qual for a idade do iniciando, deve supor o despertar – ou o novo despertar da fé – em Jesus Cristo. Esse despertar vai acontecendo gradualmente, na medida em que se vai formando o iniciando para ouvir e praticar a Palavra de Deus. É nesse caminho metodológico, proposto pela Palavra, que o encontro com o Senhor vai acontecendo, ao ponto de ter sua culminância na liturgia da Igreja, sobretudo na participação plena na celebração eucarística, que deve ser a meta para a iniciação à vida cristã.


Realizado em duas etapas (janeiro/2013 e janeiro/2014), o curso tem como objetivos:

- Buscar e desenvolver em conjunto uma metodologia apropriada para introduzir na participação da liturgia da comunidade cristã cume e fonte da vida cristã.
- Capacitar o catequista para a preparação e a presidência das celebrações da Palavra, dos ritos e dos momentos de oração, nos diversos tempos e festas litúrgicas.
- Explicitar a relação entre os conteúdos da catequese e os ritos (com sua base antropológica e atitude espiritual e a pedagogia correspondente).

Confira abaixo os conteúdos temáticos das duas etapas:


1ª etapa do curso:

1. Liturgia na catequese: leitura da realidade e dos documentos da Igreja.
2. Descoberta do mistério de Cristo na própria vida, pelo batismo recebido ou pela fé e pelo desejo de ser batizado.
3. Confiança e oração pessoal como expressão de fé inicial no Pai e em Jesus Cristo, ponto de partida da catequese, juntamente com o indício de mudança de vida e o desejo de viver  em Cristo e no Espírito.
4. As três etapas da iniciação cristã e os ritos catecumenais, segundo o RICA.
5. Pedagogia da oração comunitária no encontro de catequese. Teologia da oração. Formas de oração. Introdução aos salmos, cânticos bíblicos e hinos litúrgicos.
6. Presidência de orações e de bênçãos, por parte do catequista, no encontro de catequese, segundo o RICA.
7. A Palavra de Deus no encontro de catequese, na liturgia e na oração pessoal. O método da leitura orante.
8. Celebração da Palavra: fundamento, escolha das leituras, elementos, sequência, presidência.
9. Teologia da liturgia. Pedagogia das atitudes e ritos fundamentais da Eucaristia e da liturgia em geral. O domingo e os ciclos da páscoa e do natal.
2ª etapa do curso:

1. O sacramento da Reconciliação. Catequese, pedagogia, tempo, celebração.
2. O sacramento da Eucaristia. Catequese, pedagogia, participação. O “Diretório da Missa com Crianças”.
3. Tempo de preparação imediata, segundo o RICA.
4. A missa de primeira comunhão. A celebração do batismo e a renovação das promessas batismais.
5. Tempo de mistagogia, após a celebração dos sacramentos, segundo o RICA.
6. Fundamentos da relação liturgia e catequese.

Quanto à metodologia do curso, primou-se pela interação entre participantes e assessores, o que aconteceu sempre de forma permanente, sendo a linha-mestra da exposição dos conteúdos. Neste processo o que conta é a experiência pessoal, a espiritualidade e a vivência, que num constante diálogo, permeiam a fundamentação teórica. É claro que nessa primeira experiência, o que se quer objetivar também é que se vá moldando esse processo meio que novo, mas tão antigo, de uma catequese litúrgica.


Para a segunda etapa, haverá a possibilidade de inscrição de novos participantes, sobretudo porque se constatou que há uma intensa procura das comunidades em privilegiar esse caminho catequético.


Para você que não participou, confira abaixo um resumo dos conteúdos temáticos que foram tratados nesta primeira etapa:

1. A catequese, pelo método mistagógico, conduz a pessoa ao mistério, ao próprio Cristo.
2. O que se entende por este mistério é o coração da teologia litúrgica.
3. Teologia e formas de oração.
4. Teologia, o mistério do Cristo na Palavra.
5. Pequena introdução aos salmos e cânticos bíblicos.
6. Ano litúrgico, trabalhado minimamente. Quando se menciona o Ano Litúrgico, refere-se ao ano da liturgia, perguntando-se como a catequese se relaciona com a liturgia.
7. A questão antropológica, a modernidade e a criança. Dentro de um mundo que mudou e muda rapidamente. Mesmo dentro desse mundo mudado e tão difícil, é possível fazer esse processo. A insistência de que precisamos sempre levar em conta a criança que está dentro de nós. De onde ela veio, aonde ela vive. Perguntar como a criança está vivendo o mistério dentro de sua existência vital. O método mistagógico parte do rito, mas ele faz a mediação entre o rito e a vida. Quando pensamos no rito, pensamos na vida.
8. Os temas, abordados não de forma exaustiva, foram bem mencionados, e estes devem estar presente na condução da catequese, principalmente com relação ao Ano Litúrgico.
9. A questão dos ritos e celebrações: etapas, transição e cotidianos da catequese. Introdução à celebração (o mistério da liturgia, estrutura, orações, etc); mistagogia da música que contribuiu e ajudou na questão das celebrações; celebrações do encontro com os ofícios da manhã, mas do ponto de vista pedagógico, certamente contribuíram na apropriação da estrutura celebrativa da Igreja.
10. O corpo, ligado à questão antropológica.
11. Perspectiva de implantação de um curso como sugerido neste encontro, num itinerário de formação para os catequistas. Dentro da perspectiva catecumenal é necessário que todos os catequistas tenham passado por um processo. Reintroduzir os catequistas na vida espiritual.
12. O mistério da liturgia, o antropológico, os temas da catequese ligados ao Ano Litúrgico, os ritos e celebrações (tanto as etapas, os ritos de transição e os ritos cotidianos).
Ofício de Vigília celebrado na comunidade Batismo do Senhor

Um curso com conteúdo bastante fundamentado e criterioso só pode partir de quem vive uma experiência de fé. Os organizadores e assessores do curso são membros ativos da comunidade Batismo do Senhor, de Duque de Caxias-RJ. Pe. Domingos Ormonde, membro fundador da comunidade Batismo do Senhor, é especialista em iniciação à vida cristã, sendo um dos maiores conhecedores do assunto no Brasil. Os participantes do curso, ao visitarem e rezarem juntos nesta comunidade, perceberam o cuidado do processo de iniciação à vida cristã vivido como numa experiência comunitária. Portanto, não se trata de falar sobre catequese a partir de um escritório, mas de explicitar uma prática que se dá vivamente, em local e realidade concretos.
Equipe de organização e assessores

Posted 1 week ago by
Labels: mistagogia e catequese Curso de Liturgia na Catequese catequese e liturgia Comunidade Batismo do Senhor

Campanha da Fraternidade será lançada no dia 13 de fevereiro




Será lançada no dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF). Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).


Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude(cujo lema foi "Juventude, caminho aberto"), a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. A acolhida da temática “juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.


O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF de 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.


O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.


“Dentro do sentido da palavra 'acolher' está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão da CNBB.

Na arquidiocese de Aparecida (SP), o lançamento da CF 2013 foi no dia 31 de janeiro, em Guaratinguetá. A abertura foi feita pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis.


Em Natal


A programação de lançamento nacional será em Brasília, na sede da CNBB e também na cidade de Natal (RN), arquidiocese que deu início à Campanha, em 1962.


O arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da arquidiocese em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.


O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), da CNBB.


Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013; ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.


Segundo o padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva.


Origem da CF


A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.


O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.


A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

Fonte: CNBB