sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como surgiu a Quaresma?



Nós sabemos que uma festa não pode ser bem-sucedida se não for cuidadosamente preparada. Aproximadamente duzentos anos depois de Cristo, os cristãos, ansiosos por desfrutar em toda a sua plenitude os frutos espirituais da Páscoa, introduziram o costume  de precedê-la com três dias, dedicados à oração, à meditação e ao jejum, em sinal de luto pela morte de Cristo.
Essa grande festa, porém, não devia ser somente preparada;  era preciso também encontrar uma maneira de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da mesma. Foram instituídas então as “sete semanas”, os 50 dias de Pentecostes, que deviam ser celebrados com grande alegria, porque, como dizia um famoso bispo daqueles tempos, chamado Irineu, “constituem como um único dia de festa que tem a mesma importância do domingo”.
Durante os dias de Pentecostes rezava-se em pé, era proibido jejuar e eram administrados os batismos. Praticamente era como se o dia de Páscoa... durasse 50 dias.
Passaram-se mais 150 anos e, por volta dos anos 350 d.C., percebendo que três dias de preparação era pouco demais, os aumentaram para 40... Nascia a Quaresma. 



Fonte: http://buscandonovasaguas.com


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Curso sobre Liturgia na Catequese aconteceu no Rio de Janeiro

56 participantes integraram esta 1ª Etapa do Curso Liturgia na Catequese
Promovido pelo núcleo da Rede Celebra de Animação Litúrgica (Duque de Caxias-RJ), aconteceu no Rio de Janeiro, no Colégio Regina Coeli, Tijuca, entre os dias 14 e 20 de janeiro, o curso sobre Liturgia na Catequese.

A motivação que levou a equipe a promover este curso parte do sentido de que se introduz a criança na catequese para ela mesma descobrir o mistério à qual pertence, não só o mistério de Cristo, mas o mistério da vida dela unida a Jesus. Não se trata aqui de apenas apresentar o mistério de Jesus, porém, é perceber que no itinerário catequético esse mistério da vida de Jesus implica na vida da criança. Assim inicia-se uma vida moldada pelas atitudes cristãs.

Contudo, para que a criança ou o catecúmeno (aquele que está no processo de iniciação à vida cristã) seja introduzido na vida cristã, é necessário que se viva também uma vida em conformidade com a Liturgia. O/a catequista consciente de que esse processo é imprescindível, colabora para que o iniciando, aos poucos seja introduzido na vida litúrgica, por meio de uma metodologia adequada e auxiliado por manuais criteriosos e com fundamentos.


A vida espiritual do catequista também é levado em conta, pois, em muitos casos ele/a torna-se como que um referencial inspirador para a criança perseverar na vida de fé. Nesse sentido, ao longo da catequese o/a catequista vai conduzindo os encontros não só caracterizado pela exposição de conteúdos doutrinários, mas tendo como eixo também a liturgia. Assim, ele mesmo pode presidir as bênçãos, as orações e celebrações, que acabam por se tornar conteúdo dos encontros. Todos esses elementos que pertencem à linha da liturgia, dão suporte aos temas catequéticos. De fato, constata-se uma carência nos manuais catequéticos existentes no Brasil com relação a oferecer uma catequese litúrgica fundamental.


Outro elemento motivador é o de que a catequese de iniciação, seja qual for a idade do iniciando, deve supor o despertar – ou o novo despertar da fé – em Jesus Cristo. Esse despertar vai acontecendo gradualmente, na medida em que se vai formando o iniciando para ouvir e praticar a Palavra de Deus. É nesse caminho metodológico, proposto pela Palavra, que o encontro com o Senhor vai acontecendo, ao ponto de ter sua culminância na liturgia da Igreja, sobretudo na participação plena na celebração eucarística, que deve ser a meta para a iniciação à vida cristã.


Realizado em duas etapas (janeiro/2013 e janeiro/2014), o curso tem como objetivos:

- Buscar e desenvolver em conjunto uma metodologia apropriada para introduzir na participação da liturgia da comunidade cristã cume e fonte da vida cristã.
- Capacitar o catequista para a preparação e a presidência das celebrações da Palavra, dos ritos e dos momentos de oração, nos diversos tempos e festas litúrgicas.
- Explicitar a relação entre os conteúdos da catequese e os ritos (com sua base antropológica e atitude espiritual e a pedagogia correspondente).

Confira abaixo os conteúdos temáticos das duas etapas:


1ª etapa do curso:

1. Liturgia na catequese: leitura da realidade e dos documentos da Igreja.
2. Descoberta do mistério de Cristo na própria vida, pelo batismo recebido ou pela fé e pelo desejo de ser batizado.
3. Confiança e oração pessoal como expressão de fé inicial no Pai e em Jesus Cristo, ponto de partida da catequese, juntamente com o indício de mudança de vida e o desejo de viver  em Cristo e no Espírito.
4. As três etapas da iniciação cristã e os ritos catecumenais, segundo o RICA.
5. Pedagogia da oração comunitária no encontro de catequese. Teologia da oração. Formas de oração. Introdução aos salmos, cânticos bíblicos e hinos litúrgicos.
6. Presidência de orações e de bênçãos, por parte do catequista, no encontro de catequese, segundo o RICA.
7. A Palavra de Deus no encontro de catequese, na liturgia e na oração pessoal. O método da leitura orante.
8. Celebração da Palavra: fundamento, escolha das leituras, elementos, sequência, presidência.
9. Teologia da liturgia. Pedagogia das atitudes e ritos fundamentais da Eucaristia e da liturgia em geral. O domingo e os ciclos da páscoa e do natal.
2ª etapa do curso:

1. O sacramento da Reconciliação. Catequese, pedagogia, tempo, celebração.
2. O sacramento da Eucaristia. Catequese, pedagogia, participação. O “Diretório da Missa com Crianças”.
3. Tempo de preparação imediata, segundo o RICA.
4. A missa de primeira comunhão. A celebração do batismo e a renovação das promessas batismais.
5. Tempo de mistagogia, após a celebração dos sacramentos, segundo o RICA.
6. Fundamentos da relação liturgia e catequese.

Quanto à metodologia do curso, primou-se pela interação entre participantes e assessores, o que aconteceu sempre de forma permanente, sendo a linha-mestra da exposição dos conteúdos. Neste processo o que conta é a experiência pessoal, a espiritualidade e a vivência, que num constante diálogo, permeiam a fundamentação teórica. É claro que nessa primeira experiência, o que se quer objetivar também é que se vá moldando esse processo meio que novo, mas tão antigo, de uma catequese litúrgica.


Para a segunda etapa, haverá a possibilidade de inscrição de novos participantes, sobretudo porque se constatou que há uma intensa procura das comunidades em privilegiar esse caminho catequético.


Para você que não participou, confira abaixo um resumo dos conteúdos temáticos que foram tratados nesta primeira etapa:

1. A catequese, pelo método mistagógico, conduz a pessoa ao mistério, ao próprio Cristo.
2. O que se entende por este mistério é o coração da teologia litúrgica.
3. Teologia e formas de oração.
4. Teologia, o mistério do Cristo na Palavra.
5. Pequena introdução aos salmos e cânticos bíblicos.
6. Ano litúrgico, trabalhado minimamente. Quando se menciona o Ano Litúrgico, refere-se ao ano da liturgia, perguntando-se como a catequese se relaciona com a liturgia.
7. A questão antropológica, a modernidade e a criança. Dentro de um mundo que mudou e muda rapidamente. Mesmo dentro desse mundo mudado e tão difícil, é possível fazer esse processo. A insistência de que precisamos sempre levar em conta a criança que está dentro de nós. De onde ela veio, aonde ela vive. Perguntar como a criança está vivendo o mistério dentro de sua existência vital. O método mistagógico parte do rito, mas ele faz a mediação entre o rito e a vida. Quando pensamos no rito, pensamos na vida.
8. Os temas, abordados não de forma exaustiva, foram bem mencionados, e estes devem estar presente na condução da catequese, principalmente com relação ao Ano Litúrgico.
9. A questão dos ritos e celebrações: etapas, transição e cotidianos da catequese. Introdução à celebração (o mistério da liturgia, estrutura, orações, etc); mistagogia da música que contribuiu e ajudou na questão das celebrações; celebrações do encontro com os ofícios da manhã, mas do ponto de vista pedagógico, certamente contribuíram na apropriação da estrutura celebrativa da Igreja.
10. O corpo, ligado à questão antropológica.
11. Perspectiva de implantação de um curso como sugerido neste encontro, num itinerário de formação para os catequistas. Dentro da perspectiva catecumenal é necessário que todos os catequistas tenham passado por um processo. Reintroduzir os catequistas na vida espiritual.
12. O mistério da liturgia, o antropológico, os temas da catequese ligados ao Ano Litúrgico, os ritos e celebrações (tanto as etapas, os ritos de transição e os ritos cotidianos).
Ofício de Vigília celebrado na comunidade Batismo do Senhor

Um curso com conteúdo bastante fundamentado e criterioso só pode partir de quem vive uma experiência de fé. Os organizadores e assessores do curso são membros ativos da comunidade Batismo do Senhor, de Duque de Caxias-RJ. Pe. Domingos Ormonde, membro fundador da comunidade Batismo do Senhor, é especialista em iniciação à vida cristã, sendo um dos maiores conhecedores do assunto no Brasil. Os participantes do curso, ao visitarem e rezarem juntos nesta comunidade, perceberam o cuidado do processo de iniciação à vida cristã vivido como numa experiência comunitária. Portanto, não se trata de falar sobre catequese a partir de um escritório, mas de explicitar uma prática que se dá vivamente, em local e realidade concretos.
Equipe de organização e assessores

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Campanha da Fraternidade será lançada no dia 13 de fevereiro




Será lançada no dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF). Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).


Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude(cujo lema foi "Juventude, caminho aberto"), a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. A acolhida da temática “juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.


O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF de 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.


O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.


“Dentro do sentido da palavra 'acolher' está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão da CNBB.

Na arquidiocese de Aparecida (SP), o lançamento da CF 2013 foi no dia 31 de janeiro, em Guaratinguetá. A abertura foi feita pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis.


Em Natal


A programação de lançamento nacional será em Brasília, na sede da CNBB e também na cidade de Natal (RN), arquidiocese que deu início à Campanha, em 1962.


O arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da arquidiocese em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.


O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), da CNBB.


Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013; ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.


Segundo o padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva.


Origem da CF


A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.


O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.


A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Revista Vida Pastoral

A Revista Vida Pastoral é bimestral e tem como objetivo oferecer subsídios pastorias e homiléticos para sacerdotes e agentes de pastoral. Além de trazer entrevistas, artigos e outros textos interessantes sobre assuntos que estão sendo discutidos no âmbito eclesial, o destaque da Vida Pastoral fica por conta dos riquíssimos e primorosos roteiros homiléticos, que contribuem para um sólido aprofundamento da Palavra de Deus.

 *Para assinar a revista Vida pastoral entre em contato com: assinaturas@paulus.com.br

No final desta página você pode ler a revista deste mês.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Os jovens e a seca

Fonte: http://www.paroquiadecasaforte.com.br/

Que em 2013, ações como esta, aconteçam muitas vezes...





Que neste no ano, dedicado a , possamos curtir, compartilhar e, principalmente, multiplicar ações como esta do Grupo Jovem Cristo Forte, descrita neste carta, escrita por um jovem da nossa paróquia, e que foi entregue a Padre Edwaldo:

No dia 22 de dezembro, o Grupo Jovem Cristo Forte foi em missão para Buíque, interior do estado de Pernambuco. Fomos levar água e alimentos que recebemos de doações de amigos e empresas. 

Pela estrada, logo percebemos a destruição causada pela seca: os rios secos, o gado morto.. Em determinados lugares nem a macambira, nem o xiquexique e nem a palma resistiram. 

Logo ao chegar ao local e vendo aquelas pessoas, pude imediatamente reconhecer Cristo e logo me lembrei das palavras de Dom Hélder: 
“Fico impressionado quando as pessoas estão diante do Santíssimo, adorando o Cristo Eucarístico, como elas cantam, rezam e choram, porém ao sair da igreja não conseguem contemplar o Cristo que está desfigurado nas pessoas, principalmente as pessoas mais necessitadas, é justamente ali que Cristo se encontra.”  

Ao entrar em uma das casas da comunidade, na sala percebi a imagem de Frei Damião, Padre Cícero e o Divino Pai Eterno.. Logo, entendemos a fé deste povo que sofre tanto e que não perdem a Esperança...
Pensei em nós que temos tanto, que estamos sempre reclamando de alguma coisa... Como nós perdemos a fé e a esperança rapidamente! Pensei o quanto somos ingratos com as pessoas e com Deus e pensamos somente em nós, pedido apenas por nós e querendo mais do que já temos...

Perguntei ao dono da casa que entrei: “Há quanto tempo não chove?”. Ele disse que fazia mais de um ano que não chovia naquela região, e continuou dizendo: 

“Foi Deus que trouxe vocês aqui, pois tem muita gente precisando de ajuda, tem locais que não tem cisterna e tem outros que nem o carro pipa chega, com a falta de água as cisternas racham e ficamos sem lugar para armazenar grande quantidade de água”.

Pe. Edwaldo foi nesta hora que me lembrei do senhor, de suas palavras e de seus sermões.
Em 1947 Luiz Gonzaga, na música Asa Branca, cantava a sim:

“Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão”

Essa música tem 65 anos e hoje eu pude VER o que está escrito no trecho desta música. Padre, é cruel que em 65 anos essas pessoas passam pela mesma situação. O que temos feito para acabar com isso ? Construímos estádios de futebol da copa do mundo, parques e praças, mas, o que fazemos por este povo ? 

Entra políticos e saem políticos e vivemos de enganar essas pessoas que sofrem tanto com a seca. Não podemos deixar que nossos governantes se elejam em cima da miséria dessas pessoas, fazendo promessas e mais promessas.

Mais uma vez lembro-me de Dom Helder: 
“Esses irmãos que sofrem é nosso irmão de sangue, pois o sangue derramado por Cristo foi por mim e por você e por todos os homens”. 

Nós somos todos verdadeiramente irmãos de sangue, pelo sangue do Senhor. Já não podemos viver pensando que estamos bem se o nosso irmão está sofrendo e morrendo, isso é o pecado de omissão.  

Quantas vezes fui omisso, preguiçoso e não fiz nada pelos outros, por comodismo, para simplesmente não sair do meu estado de conforto, quanto egoísmo da minha parte,  para muitos de nós o problema do outro é apenas do  outro e não meu.  

Em Mateus 25 Jesus nos diz “ Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.” 
Quantas vezes negamos o Cristo que esta em nossa frente, nos sinais de trânsito, na igreja e nas praças; obviamente que a insegurança contribui para tal coisa, para isso temos que ter sensibilidade e enxergar Cristo na multidão.

Hoje pude perceber que a verdadeira religião Cristã, não é ter apenas conhecimento bíblico ou ler só os documentos da igreja, saber de liturgia e participar das missas ou passar a vida toda só em oração e adoração, pois o verdadeiro Cristão é aquele que realiza a ação, é aquele que faz da vida atitudes concretas de amor e carinho para com o próximo, porém para fazer essas atitudes concretas é preciso ter intimidade com Cristo através da oração, da adoração, das leituras bíblicas e da liturgia de nossa igreja. 

É como muita alegria que reconheço minhas falhas durante esses 23 anos de vida, e espero ter os dias seguintes para corrigir essas falhas, volto desta missão com o objetivo de ser Cristão de Verdade, de lutar pelos interesses de todos e fazer Jesus conhecido e amado através de minhas ações. 

Desejo que os adolescentes, jovens e adultos de nossa Paróquia possam ter esta mesma experiência, e desde já reafirmo meu compromisso de voltar aquele lugar junto com o Grupo Jovem Cristo Forte. Que a comunidade de Casa Forte possa continuar sendo esta igreja viva que vai em busca de Cristo que não esta somente dentro da igreja, está nas ruas, nos hospitais, nas comunidades carentes, nos asilos e nos orfanatos. 

Para finalizar tem uma música de Luiz Gonzaga que traduz muito bem a vida e a esperança dos irmãos sertanejos.  

“Ser sertanejo, senhor
É fazer do fraco forte
Carregar azar ou sorte
Comparar vida com morte
É nascer nesse sertão
A batalha está acabando
Já vejo relampear
Abro o curral da miséria
E deixo a fome passar
O que eu sinto, meu senhor
Não me queixo de ninguém
O que falta aqui é chuva
Mas eu sei que um dia vem
Vai ter tudo de fartura
Prá quem teve hoje que não tem”

Recife, 22 de dezembro de 2012

Rafael Bezerra (Rafinha)
Assessor do Grupo Cristo Forte
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.